segunda-feira, 7 de maio de 2012

AS CARACTERÍSTICAS DA BATERIA DE CARRO


Para carros são utilizadas as baterias de ácido-chumbo, em que o eletrólito é uma solução aquosa de ácido sulfúrico.
As características mais importantes da bateria são:

A voltagem: normalmente 12 Volts (V).

A capacidade nominal, expressa em Ampère-hora (Ah), que indica o valor da corrente elétrica que a bateria pode fornecer durante 1 hora

A capacidade de pico, expressa em Ampères (A), que indica o valor da corrente elétrica que a bateria pode fornecer num curto espaço de tempo (alguns segundos), e que é importante para quem possuí aparelhagem de som com muita potência.


A capacidade de arranque, igualmente expressa em Ampères, que indica o valor da corrente elétrica que a bateria pode fornecer para permitir o arranque do carro, com temperaturas baixas (normalmente -18º C), num tempo não superior a 30 segundos.

Grupo, que indica as dimensões da bateria e o tipo dos seus terminais, de acordo com o BCI (acrônimo de “Battery Council International”); os grupos mais habituais são “32”, “34”, “37”, “65” e “75”.

Todas estas informações são indicadas na chapa de características da bateria.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Conheça os vilões da bateria de seu carro


A bateria é um acumulador elétrico que armazena energia na forma química e posteriormente a converte em corrente elétrica para atender as necessidades de funcionamento do veículo. Esse componente é constituído de placas de chumbo (positivas e negativas), separadores e solução de ácido sulfúrico (eletrólito) que ficam acomodados dentro de uma caixa plástica com separações internas. A transferência de energia para o veículo é efetuada através dos cabos conectados nos seus pólos (positivo e negativo).

A principal função da bateria é fornecer a energia necessária para partida do motor do veículo, além de alimentar todo o seu sistema elétrico quando o motor não estiver em funcionamento. Também auxilia o alternador por tempo determinado se por algum motivo ele não conseguir fornecer a totalidade da corrente elétrica necessária. Adicionalmente, estabiliza a tensão do sistema elétrico como um todo.

Existem baterias de várias tecnologias. As mais modernas são as seladas ou livres de manutenção e com adição de liga de prata. Atualmente, toda a bateria automotiva no mercado brasileiro contém eletrólito (solução de ácido sulfúrico e água) seja ela selada ou convencional (com rolhas).  Independentemente da tecnologia utilizada (selada ou não selada) todas produzem gases quando em utilização.

As baterias seladas têm um respiro, por onde escapam os gases. Se os gases fossem retidos dentro dela, com o tempo, o aumento de pressão faria a bateria explodir. O termo selada é utilizado de forma exagerada uma vez que nenhuma bateria é completamente fechada porque possui respiro.

Os modelos de livre de manutenção estão relacionados com os materiais que são utilizados em sua fabricação e não se a bateria é selada ou com rolhas. Entende-se como bateria livre de manutenção aquela que é construída com uma liga que produz baixa liberação de gases, seguindo as normas do BCI (Battery Council Internacional). Portanto, bateria livre de manutenção não precisa ser selada.

Também existem várias tecnologias que utilizam prata como elemento de liga para fabricação de baterias. No Brasil, existem modelos com grades fundidas e outras com grades expandidas. As baterias com grades expandidas (de última geração) são mais duráveis e com maior desempenho. No Brasil, há fabricantes que produzem baterias com liga de prata com grades expandidas.

O funcionamento de uma bateria é resultado da reação eletroquímica de três componentes: placa positiva (contém dióxido de chumbo (Pb02), placa negativa (contém chumbo puro esponjoso Pb) e ácido sulfúrico que fornece íons de hidrogênio e sulfato (H2S04).

Ao submergir as placas positiva e negativa na solução de ácido sulfúrico diluído gera-se uma tensão de 2,1 Volts. Se ligarmos um circuito elétrico haverá uma circulação de corrente e após uma descarga esses elementos podem retornar a condição inicial mediante uma recarga fazendo circular uma corrente elétrica em sentido contrário ao da descarga.

Para medir a quantidade de energia que a bateria consegue armazenar utiliza-se a unidade ampere-hora (Ah). O teste é feito descarregando-se a bateria com uma corrente específica até atingir uma tensão final de 10,5V na bateria.

É importante frisar que ao descarregar a bateria ocorrem reações que consomem o sulfato (SO4-2) do ácido, fazendo com que haja cada vez menos ácido sulfúrico na solução, portanto quanto mais descarregada estiver uma bateria menor será sua densidade.

Você já ouviu falar que no frio o carro demora mais para “pegar”? Os carros modernos apresentam cada vez menos este problema e as baterias modernas também atendem cada vez mais a essa necessidade. Mesmo assim, em baixas temperaturas o sistema elétrico como um todo requer mais energia nas partidas, ou seja, uma grande descarga em ampères (Ah) para fornecer corrente de partida ao motor de arranque. O número CCA (Cold Cranking Ampères) normalmente estampado na etiqueta do produto significa a capacidade que a bateria tem de descarga em ampères a uma temperatura de –18ºC.Quanto maior o número de CCA, maior a sua capacidade de descarga.
 
 A norma SAE mede a descarga em ampères que uma bateria totalmente carregada manterá durante 30 segundos a uma temperatura de –18ºC sem que a tensão entre os pólos caia abaixo de 7,2volts.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Reciclar bateria de carro elétrico é processo complexo, caro e indispensável


Há mais de 100 anos as baterias limitam a viabilidade prática e econômica do carro elétrico. Os tempos de hoje são outros e vão além de apenas pesquisar novos materiais que permitam diminuir o preço, o peso, o volume, o tempo de recarga e aumentar a autonomia. A reciclagem tornou-se tema prioritário e obrigatório. Baterias, principalmente quando forem produzidas em grande quantidade, também terão de se enquadrar nessa realidade.

As que estão dando um sopro de vida aos veículos elétricos são as de lítio -- íons ou de polímeros -- e enfrentam ainda dúvidas sobre o volume desse metal disponível no mundo. Os fabricantes, no entanto, apostam que, se a demanda crescer muito, as mineradoras vão se empenhar mais em pesquisas e exploração. Dessa forma, problemas de alto custo e de concentração das reservas em poucos países poderiam, em teoria, ser superados.
A reciclabilidade alcança as baterias de lítio, mas há de se enfrentar os custos elevados para isso e a tecnologia que poucas empresas dominam. Bruce Mulliken, de Baltimore (Maryland), EUA, é editor e publisher do ótimo site www.green-energy-news.com
Ele comenta que “os fabricantes parecem seguir a prática usual do mercado, que costuma esperar que outras empresas preencham a necessidade de reciclar”.
Em meados do ano passado, apenas a Toxco estava capacitada a manusear, neutralizar, desmontar e reaproveitar o lítio.

A empresa tem quatro instalações nos EUA, mas só a quinta, localizada em British Columbia, no Canadá, pode aplicar o processo industrial em unidades grandes e pesadas.
Baterias automotivas de lítio, ao longo de seu desenvolvimento e pesquisas atuais, poderão durar dez anos ou mais, se não apresentarem falhas antes. Alguns veículos de uso intensivo -- táxis, por exemplo -- apresentam vida útil até menor. Em qualquer hipótese, a reciclagem precisa ser feita também por razões de segurança. Afinal, se trata de peças de alta capacidade de armazenar energia, ao contrário das de telefones e outros eletrônicos portáteis.
A primeira providência: armazená-las em casamatas de concreto enterradas no solo para remoção da eletricidade residual, insuficiente para mover um carro. Como o lítio é altamente explosivo em temperatura ambiente, a Toxco patenteou um procedimento de criogenia que resfria a bateria a 198 graus abaixo de zero. Dessa forma, ela se torna inerte para início do processo de desmontagem.
As dificuldades não terminam aí. Existe a necessidade de recortar e fragmentar metais. O lítio transforma-se em carbonato de lítio para revenda. O eletrólito, também perigoso, deve ser neutralizado em compostos estáveis, além de estruturas de plástico e outros materiais a recuperar para reciclagem ou descarte conveniente depois.
Para manter tudo dentro de normas de segurança operacionais tem de se apelar para máquinas. A companhia afirma que cerca de 90% do processo de reciclagem, além do reaproveitamento do lítio, é controlado remotamente por intermédio de robôs industriais.
O preço do processo completo não foi informado, mas barato não é. Espera-se que outras empresas se interessem pela reciclagem, pois com certeza haverá restrições incontornáveis quanto ao simples descarte no lixo das baterias de lítio.

Bateria tem começo meio e fim! Finalize com responsabilidade ambiental!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Saiba o que fazer quando a bateria do carro arriar


A Solução mais comum é a utilização de cabos para 'chupeta'. Dica principal é nunca inverter os pólos negativo e positivo.

A cena não é rara. Você acorda atrasado e quando vai dar a partida o motor do carro não funciona. Após insistir algumas vezes, nada. Observa daqui, dali e a conclusão é que a bateria arriou. Bem, você já ouviu falar na ligação direta entre baterias comumente chamada de “chupeta”, que é uma solução para os casos de bateria descarregada? Até então tudo bem, mas você sabe como executar esse serviço sem correr o risco de danificar seriamente a parte elétrica do veículo?

Pode ficar despreocupado, que esse tipo de procedimento não é prejudicial ao carro nem a você, porém, desde que tomados os devidos cuidados para evitar até mesmo um acidente de maiores proporções. Abaixo listamos todos os cuidados a serem tomados nessa situação de emergência.


Em primeiro lugar é preciso providenciar os cabos adequados. Geralmente são confeccionados em duas cores, um vermelho e outro preto. Nem tente imaginar a possibilidade de fazer esse procedimento com fios domésticos, pois podem provocar acidentes graves. Também é importante que os cabos estejam em boas condições.

Normalmente o zelador do prédio ou mesmo na portaria dos edifícios existe um cabo desses. Mas fique atento, verifique se não há emendas nem partes descascadas.

De posse do cabo é preciso uma bateria auxiliar, que pode ser outro carro. O ideal é que a amperagem de ambas as baterias sejam iguais, pois capacidades diferentes podem provocar danos ao sistema elétrico de um ou mesmo de ambos os veículos durante o processo de transferência de carga.

Caso não seja possível, a bateria auxiliar deve então ter a maior amperagem. Na condição de se utilizar a bateria instalada em outro carro é importante que as carrocerias não se toquem. Desligue tudo que consome energia nos dois veículos, luzes internas, ar-condicionado, som, etc. Se estiver na rua não deixe de sinalizar e, nesse caso, o carro com a bateria auxiliar deverá estar com o pisca-alerta ligado.

Cuide de sua bateria, ela cuidará do seu carro!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cuide de sua bateria


De tempos em tempos, talvez a cada seis meses ou um ano, é bom dar uma olhada nos terminais da bateria. Eles podem estar frouxos, sujos ou corroídos. O zinabre aparece ali por causa de eventuais vazamentos do líquido interno da bateria.

Você pode limpar tudo isso com água quente e uma esponja de aço. Ao invés de usar graxa, como muitos fazem, colocar vaselina nos terminais é melhor.

Cuidado!
Se você tem um carro que fica muito tempo parado, como um carro  antigo que não é usado para locomoção diária, dê a partida nele a cada 15 dias, e deixe-o funcionando por uns 5 minutos. Assim a bateria vai sempre ter uma carga adicional, além de essa prática ser benéfica também para o conjunto mecânico do seu carro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cuidados com o seu veículo


Vamos falar um pouco sobre a manutenção de outro componente de nossos carros hoje: a bateria. Hoje em dia, em sua maioria elas são seladas, não precisam mais ficar colocando água. Mas não é por isso que podemos esquecer dela por completo.
A bateria fica mais velha e mais fraca a cada carga e recarga, assim como a bateria de um telefone celular. Chega um ponto em que ela não consegue mais acumular energia nem mesmo para dar a partida no carro, e não temos saída a não ser efetuar a troca.
Uma dica: evite usar equipamentos elétricos com o carro desligado
Quem gosta de parar o carro  em frente a um barzinho e deixar o som ligado por várias horas, ou que gosta de abrir a tampa do porta-malas do carro durante aquele churrasco de domingo e ficar ouvindo música nas alturas deveria instalar uma bateria adicional somente para o sistema de som.
Se você tem um som simples, que não demanda muita energia, pode verificar a possibilidade de instalar uma segunda bateria, talvez menor, ali mesmo no cofre do motor. Aí, essa bateria ficaria responsável somente pelo sistema de som, e quando a energia dela acabasse, você ainda conseguiria dar a partida no carro, com a energia da bateria principal.
Se você tem um sistema de som muito forte, deve partir para baterias especiais para som, que tem uma amperagem bem maior, e que suportam um som ligado por um tempo maior. Também a instalação de um mega capacitor perto da bateria é interessante, para que a bateria não seja danificada a cada pancada do seu subwoofer gigante.
E lembre-se, ao dar a partida, desligue tudo. Dar a partida com equipamentos acionados é o mesmo que diminuir a vida útil de sua bateria, de propósito. Desligue o desembaçador traseiro, o farol, o ar-condicionado, etc, quando for ligar o carro.

Sua bateria agradece.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

19 de abril - Dia do Índio

História do Dia do Índio

Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril? 


Origem da data 

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data 
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.